CARROS CRESCEM — E AS CIDADES PAGAM O PREÇO
- Redação LP News
- 9 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Os automóveis vêm aumentando de tamanho e peso há décadas — um fenômeno já batizado de autobesity (“obesidade automotiva”) — e o crescimento das chamadas SUVs e utilitários esportivos intensificou essa tendência, reacendendo debates sobre os impactos urbanos, ambientais e sociais dessa “engorda” dos carros. 
Segundo especialistas, a adoção de veículos maiores e mais altos atende a demandas por conforto, visibilidade e sensação de segurança dos condutores — com mais espaço interno, maior acesso e melhores condições para quem tem família ou mobilidade reduzida.  Mas esse benefício privado vem acompanhado de custos públicos e urbanos importantes. 
🚗 Problemas que crescem junto com os carros
• Pressão sobre vias e infraestrutura: veículos mais pesados e largos aumentam o desgaste de ruas, pontes e pavimentos, demandando manutenção mais frequente e onerosa. 
• Espaço urbano reduzido: carros maiores ocupam mais espaço nas ruas e estacionamentos, tornando mais difícil a circulação e o estacionamento — o que aumenta o congestionamento e reduz a área disponível para pedestres e ciclistas. 
• Mais poluição e impacto ambiental: veículos maiores consomem mais combustível (ou, no caso dos elétricos, demandam baterias maiores), elevando a emissão de gases de efeito estufa e a poluição local pela queima ou pelo desgaste de pneus e freios. 
• Risco elevado no trânsito: em colisões, carros altos e pesados aumentam o potencial de gravidade para pedestres, ciclistas e ocupantes de veículos menores — a altura maior do capô e a massa elevada ampliam risco de ferimentos graves. 
🌆 O impacto nas cidades brasileiras
Em municípios médios e grandes — como os de costas, litoral ou interior, onde você vive — a tendência de crescimento dos carros traz desafios específicos. Com ruas e calçadas muitas vezes estreitas, a presença de veículos grandes pode dificultar o tráfego, reduzir a segurança de pedestres e ciclistas, e tornar ainda mais urgente a necessidade de investimentos em transporte público e mobilidade sustentável.
Além disso, a expansão de carros volumosos intensifica o congestionamento e pressiona políticas públicas por manutenção viária, planejamento urbano e estrutura de estacionamento — custos que acabam sendo repassados à população como um todo.


